Casos de consultório: conheça essa prática poderosa e saiba como ter sucesso e se realizar profissionalmente.

Casos de consultório: conheça essa prática poderosa e saiba como ter sucesso e se realizar profissionalmente.

O que trouxe essa consultante para a terapia era o desejo de saber “o motivo de estar nesse mundo”. Além disso, queria se assumir na profissão que tanto amava que era o teatro.

Também comentou que queria ter mais ânimo, tinha engordado muito e se sentia sem coragem para seguir em frente. Dizia que era sonhadora, fazia tudo certinho, mas sentia que as coisas demoravam para acontecer, então ultimamente andava meio frustrada com a vida.

Como funciona a primeira consulta (dentro do consultório)?

Veja o vídeo para saber como funciona uma consulta de Terapia Holística! E saiba também quais dicas são essenciais para o terapeuta realizar o seu primeiro atendimento.

UMA DICA: Algo que recomendo muito para os terapeutas, mas que serve para a vida é: pergunte mais e fale menos. Como assim Cátia?

Todas as respostas para as nossas dúvidas estão dentro de nós, sendo assim, quando alguém nos pergunta algo, é muito mais coerente devolver a pergunta e então estimular a pessoa (ou o consultante) a buscar uma resposta.

Afinal, aprendi com a neurolinguística que “o cérebro não resiste a uma pergunta e sempre vai procurar uma resposta”. Por isso que pratico esse exercício como terapeuta e com as pessoas que convivo. Assim, tudo que a pessoa falar ou responder está de acordo com o que faz sentido para ela e não uma suposição minha.

SOBRE O ATENDIMENTO: dentre várias perguntas que faço no primeiro atendimento, além de questionar como está a vida da pessoa naquele momento, também pergunto sobre o relacionamento com os pais, relacionamento amoroso e fatos marcantes sobre a infância e sobre a adolescência.

Falando profundamente sobre este caso, ela comentou que parecia que não tinha pais, pois eles não demonstravam afeto e eram ausentes.

Eles eram separados e com a separação, o pai se afastou mais. Não visitava, nem procurava a filha. Percebia que a mãe era mais reservada e a via muito sozinha.

O pai era mais bravo, mais fechado. Tem uma irmã por parte de pai. E lembra que os dois trabalhavam muito e ela ficava com a avó.

Algo que ela comentou e que é muito interessante é que quando brincava, sentia raiva e “brigava com as bonecas”. Hoje entende que tem a tendência de somatizar as coisas e guardar até que não aguenta e “explode”.

Sobre os relacionamentos, mencionou que teve dois namorados, um ficou por dez anos e o outro por três anos. Ambos a traíram e terminou os dois relacionamentos por isso.

Também comentou sobre outros casos de amigos que a traíram também. Algo que era muito presente na vida dela. Além disso, sentia que as pessoas tinham a tendência de serem ausentes, de se afastarem.

Outra coisa que falou é que o último namorado era casado e ela fez de tudo para que a esposa descobrisse. Ela descobriu e ele terminou o casamento para ficarem juntos. Só que ele a traiu e terminaram o namoro.

Análise do caso

Analisando o caso, dá para entender que ela precisava muito de amor próprio, olhar para si e para os seus projetos, para então conseguir o que tanto queria, que era se realizar profissionalmente e se assumir no que amava fazer.

Ainda podemos perceber que o fato de as pessoas se afastarem, apenas era um indicativo do quanto ela era “ausente de si mesmo”. Por quê?

Primeiro porque quando eu atendia casos de pessoas que eram traídas, normalmente isso acontecia porque elas tinham a tendência de “se traírem”. Não conseguiam olhar para as suas prioridades, nem para as coisas que eram essenciais para si.

Segundo, por causa de tantas histórias que se repetiam. Afinal, quando acontecimentos se repetem e se tornam cíclicos é porque temos algum resgate relacionado a situação que se apresenta.

Por fim, tem uma questão bem importante que pode ser trabalhado neste caso, que é o fato de sempre esperar mais da vida e achar que nunca tem o suficiente.

O que acontece é que ter essa postura diante da vida, indica que existe uma tendência de fazer milhões de reivindicações, por esperar mais dos nossos pais.

Com isso, esquecemos de olhar para os presentes que a vida nos dá todos os dias. E não nos abrimos para enxergar as bênçãos que temos ao nosso redor.

Bert Hellinger diz que o primeiro grande sucesso que temos é o nosso nascimento. Pois quantas almas não conseguem nascer e encarnar nesse plano? Mas nós estamos aqui e temos a oportunidade de viver a vida que muitos não tiveram... E ainda reclamamos que as coisas não vão bem para nós...

Então, o primeiro grande resgate nesse caso é com os pais, com o momento do nascimento e com a bênção de estar viva.

Além disso precisa resgatar o amor e a força dos pais, entendendo que tudo que fizeram foi mais do que o suficiente e que eles deram o melhor que puderam para que ela tivesse a vida que tem.

Pense comigo! Baseado na realidade que nossos pais tiveram; baseado no que somos hoje e no quanto nos colocamos a disposição da vida, será que nos falta muito? Ou será que temos até mais do que precisamos?

Entender esse movimento é uma lição que levo para a vida e me pergunto diariamente: será que não tenho mais do que mereço?

E a partir disso, ao tomar os pais e ao ter esse olhar, comecei a me conectar com a grandeza e com os presentes que a vida me dá todos os dias, até mesmo quando as dificuldades e as dores se apresentam. Porque tudo pode se tornar uma bênção, se tivermos esse olhar. Concorda?

Dicas de consultório

Para trabalhar essa questão de “esperar mais da vida”, fiz uma meditação que quero compartilhar com você. Mas hoje vou fazer diferente, vou deixar o áudio dela disponível aqui abaixo para ouvir e se quiser pode até repassar ela para os seus consultantes.

Lembrando que este é um momento profundo de conexão com a origem e por isso, é preciso repetir o exercício mais vezes. Para quem é terapeuta, pode gravar um áudio no celular mesmo e enviar para o consultante. Assim, ele pode ouvir quando quiser.

O ideal é fazer este movimento todos os dias, ainda mais neste caso. Pois as tendências de “autodestruição” indicam a busca desesperada pelo colo e pelo amor da mãe. Algo que já está internamente conectado, só precisa ser resgatado.

Você também pode aplicar alguma técnica de energização ou fazer alguma prática que esteja conectada com o momento. Deixe a sua intuição de terapeuta lhe dizer se apenas este movimento foi o suficiente ou se precisa de algo mais.

No final do atendimento é importante pedir que a pessoa volte e continue o tratamento. Pois a partir do segundo atendimento, se ela fizer o exercício diariamente, ela já vai sentir profundas transformações. E se não fizer, você pode auxiliar com outros recursos, além de acompanhar os movimentos dessa cliente.

O que realmente acontece quando você tem uma meta e ela simplesmente não se realiza? O que há por trás do sentimento de frustração e até dá vontade de desistir quando as coisas não vão bem?

Bom, vou deixar aqui um vídeo onde falo mais sobre tudo isso. Tenho certeza de que ele vai contribuir com o que falamos nesse caso de hoje.